domingo, 27 de setembro de 2009

Sem expressões em Latim

Se o meu cão falasse diria que ontem teve um jantar que tendeu para uma discussão entre novos e velhos, entre o presente e algum passado, passado este que foi e, pelos vistos, deixou marcas. Como é de âmbito público, este cão está numa nova escola para animais crescidos, numa nova cidade e com novas pessoas, e para que isso acontecesse da melhor forma possível, pensou alistar-se, novamente, nas praxes.
É um defensor das praxes, das suas práticas e acredita, piamente, que estas servem para o que foram realmente criadas – a integração. Foi praxado três vezes, em dois anos, (duas semanas no Instituto de ciências biomédicas Abel Salazar, Porto, um mesito na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, e agora na universidade do Minho, em Braga) e só tem coisas positivas a dizer. E disse-as. E isto fez com que pais e filhos, pessoas de esquerda e direita e centrais, familiares e amigos, se unissem contra si. “As praxes são humilhação”, “As praxes são um acontecimento fascista”, “As praxes são feias e quem gosta disso é panisgas”. É falso, é falso, é falso. Não é fascista nem gosta propriamente da humilhação, apenas se diverte com elas. Apenas conhece melhor os seus colegas, estabelece ligações mais fortes e mais rápidas com aqueles que consigo partilham estes momentos e fica a conhecer melhor o curso, os seus alunos e professores. E não, não irá praxar. Esse sim, é um lugar sem qualquer interesse, uma perda de tempo total…

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