terça-feira, 1 de setembro de 2009
Se o meu cão falasse diria que devia aumentar aqui as dissertações sobre o seu reduzido gosto musical mas vai, novamente, manter-se no (seu) Manuel Cruz. Nunca o tinha ouvido, ao vivo, até sexta-feira. Porto, 21:30, Palácio de Cristal, Noites Ritual, Manuel Cruz, Dead Combo, Deolinda. E assim foi, por volta das 21 horas, lá estava ele, com companhia, para assistir ao anseado concerto. E não desiludiu. É verdade que o concerto foi pequenino. Não é menos verdade que ele deixou a dormir músicas como “Borboleta” e “Ninguém é quem queria ser”, apostando em músicas talvez menos conhecidas. E sim, alguns problemas técnicos também assistiram ao concerto. Mas são apenas pormenores. Aliás, dada a qualidade do concerto, não passam de pormenorzitos. Histórias de vida. Momentos. Ideias. Opiniões. Histórias da nossa vida. Frases soltas com sentido. Emoções. Conclusões. Tudo isto é Manuel Cruz e por tudo isto os concertos de Manuel Cruz deviam pedir cadeiras e silêncio. Pessoas a saltitar e cantarolar é bonito mas perturba a verdadeira razão pela qual o meu cão foi ao concerto: poder assistir a histórias tão bem escritas que o fazem ter aquele monstrinho sempre que o ouve, a inveja. Admite, aqui, que um dia gostaria de escrever como ele.
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Estava à espera de mais, mas claro que o Manel Cruz é sempre o Manel Cruz, um génio da escrita :D
ResponderEliminarE deixa lá as pessoas saltarem que mania de implicar ahahha